Desde os primeiros tempos, as mulheres tomaram parte activa no ministério da Igreja. A natureza precisa e as dimensões exactas deste ministérios não são fáceis de definir, em parte pela escassez de documentos históricos, em parte devido à diversidade desses ministérios e à variedade de nomes que lhes eram atribuídos. Durante os dois primeiros séculos, a ordem das “viúvas” parece ter absorvido o essencial do compromisso apostólico feminino.
O desenvolvimento e o posterior declínio do diaconado feminino é uma história complexa.
Atendendo ao nosso principal argumento, vamos concentrar-nos aqui neste facto inegável: desde o século III até pelo menos ao século VIII, a Igreja teve diáconas muito activas e validamente ordenadas.
A ordenação diaconal conferida às mulheres era uma verdadeira ordenação sacramental, idêntica no essencial à dos homens.- A ordenação das mulheres diáconas foi confirmada em Concílios da Igreja.
- As tarefas desempenhadas pelas diáconas eram paralelas às dos seus colegas masculinos, com certos deveres particulares decorrentes da posição e necessidades das mulheres dessa época.
Essas tarefas constituíam um ministério diaconal completo. - Documentos históricos confirmam que o diaconado feminino floresceu durante vários séculos, particularmente na Grécia, Síria e regiões dependentes de Bizâncio.
Visto que o diaconado faz parte do sacramento da Ordem, conclui-se que, se as mulheres podiam ser validamente ordenadas diáconas, também podiam ser validamente ordenadas sacerdotes.
O Concílio de Trento definiu:
“Se alguém disser que não há, na Igreja Católica, uma hierarquia instituída por disposição divina, composta por bispos, sacerdotes e diáconos, seja anátema” (Denzinger n.º 966).
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- A história das diáconas
- As funções das diáconas
- A ordenação das diáconas
- O manuscrito Barberini gr. 336
- O papel da diácona no baptismo
Ler “Já houve mulheres diáconas” em The Tablet, 8 de Maio de 1999.
Texto de John Wijngaards.
Traduzido por Idalina Vieira
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